quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A TRAVESSIA DO DESERTO

Visto o fogo junto ao mar e o mar arrepela-se
Um vulcão de uma qualquer coisa a saltar e a ejectar-se como estrelas
Visto O cão a ladrar porque era outra coisa A sabedoria não domina
A ideologia
dos dinheiros mal parados Os milhões açambarcados às massas

Já não te percebo A tal frase fugiu para a outra margem de uma mente qualquer
Se percorrro toda esta extensão fico exausto Quantos vêm o poema que olha para o Nasdaq? Horror desta civilização horrívelmente capitalista Jã não te percebo
Escreves para dentro doutro poema longínquo Sem metáforas e sem semelhanças?

Tu e eu- desnudos no deserto...


Élio César 3o/12/2009

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

PERTO DA FÁBULA

Na vizinhança e alhures era só animais. Das casas lunares saem os bichos em todas as direções. Mas havia janelas a uma luz compulsilva. Esta luz-estonteantemente veloz. Na vizinhança punham-se os trabalhadores ao sol depois do almoço. Assim como o macaco nunca perde de vista a árvore. Por onde andava a cobra que era a tentação de Eva e a gaivota por cima e junto ao mar. Nestes quintais os gatos caçam os pássaros pela tarde até o sol raiar. Mundo inóspito. Tempestades por onde circundam as criaturas,- animais amigos dos humanos. Eu ouço as vozes das mulheres na rua, as vozes agressivas das mulheres. A reflexologia do pardal em cima do muro, a apanhar a minhoca está perto da fábula, ou come ou é comido pelos gatos. A tribo dos homens mata e extirpa e disseca os animais, expondo as peles ao sol. De quem inventou o Verbo sobra sempre em papiros e textos, as palavras, os sinais e os símbolos dos Eos. Na vizinhança e alhures era só árvores, em Madagáscar lémures. Era assim - perdi-me na distância - perto da fábula. Era aqui.-

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O QUE SE PASSA AQUI ENTRE MIL PAREDES

Não tinha tempo de repente/O espaço dentro de si/Era imenso - Afastou-se/Respirou-se como se houvesse uma abóboda branca/mais à frente - A onda imensa estava suspensa- O que se passa aqui entre mil paredes/encastoado nos quadros silentes e risonhos/ É uma turbamulta que há-de almejar o silêncio ou que o inventa.-

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A SUBLIMAÇÃO DA NATUREZA

Do homem primitivo disse qualquer coisa no meu texto " A Combustão da Natureza ", mas ele há sempre muito mais para dizer.
Vão-me desculpar por ir buscar fontes de texto à Internet mas a Internet como todos sabem, é hoje um manancial enciclopédico. O Homem sempre sublimou a Natureza, logo, sublimou-se a si-próprio; - Na serra da Aboboreira, serra que comporta Baião, Marco de Canaveses e Amarante há umas mamoas ou antas onde o primitivo ibérico gravava as imagens dos seus animais com o sangue dos mesmos. São as chamadas "insculturas radiantes ou estiliformes". E isto foi há 2000 ou 5000 anos ou o que nós sabemos ao certo é que não há certezas sobre o assunto. Isto é caso para dizer que o primata, homem da idade de ferro e da idade do bronze era um artista na arte da gravação. Antropóide e primata era o tema do texto" A combustão da Natureza " e o primata é um artista na serra da Aboboreira ou nas grutas de Lascaux pois todo o seu movimento anímico e físico está sempre orientado no sentido de imitar o que o rodeia,- das necessidades físicas à contemplação recreativa.- Eu hoje sei que a maior parte das estrelas visíveis estão a uma distância de 250 anos-luz, o que dá uma conta numérica muito jeitosa e a maior sublimação transcendental. O Homem Primitivo sublimava os animais e os animais sacrificados à sua arte faziam parte de um rito. As mamoas e as antas eram restritos cemitérios onde se celebravam ritos funerários. O primata descobriu o fogo e tudo sublima ou sublimou,- tudo sublima porque da natureza partiu e à natureza regressa! Sublimado!

sábado, 7 de novembro de 2009

A COMBUSTÃO DA NATUREZA

Os animais entre as flores- entre os carros e as naves espaciais... Porque. Donde vimos?
E somos assim do desejo este milagre da Natureza. De guerras colossais ao silêncio- remontando a signos e símbolos- armas e despojos de guerra. Mas quem começou?Que primata começou a afiar as pedras e as lanças-- até às armas mais sofisticadas fica um beco sem saída de lutas e guerras siderais. O primata pinta a caverna de Lascaux, porque por todo o planeta, há primatas que deixaram nas paredes das cavernas magníficas pinturas que imitam a Natureza morta.

Não só a de Lascaux mas por muitas cavernas do Paleolítico. Os animais vêem as estrelas- colossais/ sígnos de combustão atómica e emocionam-se e criam a alma que é tão só os desenvolvimentos das acções e emoções destes primatas fabulosos que torneiam a pedra, cultivam a terra e criam o gado. Os animais entre as flores, a combustão atómica das estrelas e as naves espaciais são a combustão da Natureza.-

sábado, 24 de outubro de 2009

De Rerum Natura

De Rerum natura-da natureza das coisas.- Sempre que penso na Lógica Transcendental começo a virar as coisasNão muitas coisas - Que da extensão era preciso estar sempre vivo! E a pensar a cor da nuvem/No esforço do outro lado da memória. Estende-se ao comprido e pronto- da metafísica se não diz a última verdade mas o sonho que parece é outra maneira de pensar- acordado e ao mesmo o que se é : um feto que cresceu na barriga da mãe e se desenvolveu. Interminável o Universo e a ausência dele! Tudo é possível na natureza das coisas. A natureza da célula é passível de se encontar noutras partes do Todo; a molécula, o átomo imerso externo na plenitude do vazio.

Se eu vou para um lado - da minha espécie vem o mesmo das vielas e as máquinas no planeta- mas que pensar do se passa a biliões de anos-luz? Na Lógica Transcental- a Natureza das coisas forma-se em conjuntos de indivíduos- que evoluem e se extinguem... Que vai ser de nós? De Rerum Natura é horripilante- sem sentido e animalesco... Fica-nos a Lógica Transcendental, o que nos fica do espaço branco.-

M.P.Barbosa 24/10/2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Perdi-me....

Perdi-me... Não ia a dizer do ritmo mas de uma lagoa onde todos estávamos sentados à volta, a ler um romance e os animais selvagens vinham todos beber! Era muito interessante o que eu estava a dizer- perdi-me quando ia a dizer que o absurdo era comandado por um deus plenopotenciário(foi esta palavra que me perdeu) e que nós não sabemos analisar em conjuntos, os gestos, as percepções , as imagens que nos vêm com os sentidos, porque tudo isto é sempre, sensívelmente a messma coisa " ad infinitum", até ao infinito; mas que insistimos nos mesmos clichés já rotos e gastos, nas mesmas piadas sem piada nenhuma, - porque isto é que é viver- assim a gente a arrastar-se para a posição idiota que conseguiu arranjar na corrida.-

Falta saber o que vai acontecer nesta enormidade que é o nada revestido de afazeres-- vamos chegar a marte onte plantaremos couves para os nossos bébés, talvez o homem se redima do que anda a fazer- se nós quando expulsamos o oxigénio sai carbono... Perdi-me mesmo " à long time ago"....

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Os corpos inclinados ao vento...

Com o corpo dos amigos- a passar- vejo o mar tonto de fumo- passei o nevoeiro e entrei- havia nada. Diz-me o que pensas das novas gerações- tudo a correr- o jantar feito e
engulido- havia nada. O sentido- não havia- encontrou-lhe o cabeço, com medo de nada entender- a forma era a rte- sol e sombra e a longa multidão dos minutos- cabeças a rezarem como anda .

Havia casas e loucura- muitas nuvens e um imenso espaço a percorrer- depois encontras os doutores- depois e antes o povoléu a dançar. Tenho que me levantar? Pessoas- nomes- entes queridos-animais. Onde é que está o meu amor que me apeteçe chorar. Ainda me lembro destas ruas tortuosas e de salvar- salvar.- Olá como está e a minha cabeça a estoirar- Depois vem como uma melodia e outra vez a loucura--- amigos- estou tão só! E este corpo concentrado a martelar com as asas dos dedos- é o ânus que concentra o nojo e o amor! Amigas- a saudade- os seios e a vulva húmida como um rio larvar - o mar que queima- o poeta em brasa... Amigos - é de sonhar
... Vão assim os corpos inclinados ao vento....

sábado, 3 de outubro de 2009

Zen-Escuro

Vou tirar este pesadelo da cena/Foi esta noite

E nunca mais vou voltar àquelas ruas esconsas e de má-fama

O que falta é uma forma que ultrapassa o que passa/Veloz

Como algo que não tem sentido nem palavra

domingo, 27 de setembro de 2009

Do homo sapiens-

É o que se arrasta/Aluvião de húmus e pedra/ No ritmo das palavras que o marcam- Não há angústia/ O dessepero desemboca tão-só no fundo de um tunel/É avida cega e silenciosa/ Ah que eu gostaria de não voltar atrás numa frase ou num período e correr atrás das palavras que aparecem sem barras nem barreiras- Deixem correr asnuvens no céu e o Universo magno macro a inflectir sobre o pequeníssimo som dos vossos pés surdos ou como uma colmeia que pensa em arrumar a casa! A técnica. às vezes faz-me jeito e depois fico extenuado com os sinais eléctricos .

Pensava de manhã que a forma das coisas é um universo transitório sujeito a acidentes Humanos porque aqui bem perto são os Humanos que comandam as distâncias.- Movimentos telepáticos nas formas esvaecidas das coisas/ruídos redundantes de palavras que se intrometem entre o espaço e o tempo-e os gritos das crianças que de tão inocentes nada sabem... do "homo sapiens".-

sábado, 19 de setembro de 2009

"Flor de Altura"

óh Leu" Perdi um bloco inteirinho! Mas então a D.Leonor Teles era "A Flor de Altura" e a "aleivosa"
quer dizer a foleirona pérfida e má que dizia ao rei de Espanha- D.João I- quem? eu ir para um convento?tendes a mania de meter as mulheres em conventos... eu sou a Rainha de Portugal. Dizia a Natália Correia no canal "Memória". Quem teria sido o poeta que lhe chamou- a D.Leonor Teles- Flor de Altura? Os poetas portugueses são demais andam sempre nas alturas... Foi quando mataram o Conde Andeiro que "andava"sempre para láe para cá e o -não agora não vou ver a História destesgajos senão... foi o D.João I e o Conde Condestável que entregaram a "Flor de Altura" ao rei de Espanha- "quem eu ir para um convento? Eu não tenho medo daquele da Maia- é pá nãoé o da Maia- A flor de Altura foi para a um conventoem Tordesilhas e Trás-Os-Montes perdeu uma grande transmontana(a cabra) de gema. D.João I de Castela tinha de enfrentar o Condestável que era Santo mas tudo isto é por causa de que D. Leonor Teles-A Flor de Estufa- Não Não! A Flor de Altura! foi casada em primeiras núpcias com um irmão. Foi por isso que Portugal se revoltou e depois casou-se secretamente em Leça da Balio com D. Fernando I.- de Portugal.-

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Do cinema/série b

Era um poema com a liberdade do caos
De tudo e tudo vai

O que aconteceu no âmago dessa Ideia donde tudo vem

O noticiário do não sei que seja porque vou desligar
Era e é o caosmos do cinema mas com nevoeiro
Qualquer coisa que se arrastava com uma arma na mão
Era o bandido

Para quando a liberdade impensável e supra-futurista?
Tinha um corpo tinha mais corpos e sonhava

élio césar 17/10(2009

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

As formigas sonâmbulas!

Que isto do outro lado- "Poemas e escritos de Élio César" também está a funcionar... Apetece-me dizer(depois de ter lido o excelente resumo sobre "a teoria da relatividade- a moeda de duas caras do José Rodriguesdos Santos desculpem- do Leunam Max- muito bem sr.Leunamque raio de nome) que não passamos de formigas sonâmbulas. Somos formigas que eventualmente não somos sonâmbulos de noite - outrossim de manhâ quando vamos para o trabalho- tu trabalhas Barbosa-trabalho nisto das escritas- que quase nos entrechocamos eu e um desconhecido porque eu não penso noutra coisa vinha eu a sair do semáforo e quase que vou contra ele - ele era uma sombra que vinha debaixo- e não nos chocamos porque andamos muito depressa eu e ele...
Estou triste- no fundo acho que somos formigas sonâmbulas e sinto-me a ficar velho rápidamente e com uma sensação de angústia na alma que não é brinquedo. Alma alma também não era nada- era tudo "endógeno"- ou seja é tudo iminentemente físico. Era- era - porque passou- se já passou as formigas sonâmbulas podem-se entrechocar(com o quê não sei...) especialmente à noite- de maneira que de dia e junto aos semáforos acho que não... Áh Áh Óh...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

TUDO ISTO ERA IRREAL

está- consegui restaurar " O Poemas e escritos de Élio César" e aqui não se passa aparentemente nada e estou a ver se ganho balanço para o ritmo e depois o deserto com os cactus no meio e tudo e isso quer dizer que não há leitores e a manhã sobe há-de subir... Mas tu não me sais da cabeçaPassado de muitas cabeças com alguns fantasmas. Fantasmas a subir com pessoas espalhadas pelo Espaço-tempo... Fui ali ao passado e tudo iste- estes memes não me deixam descansar--- Era uma manhã gloriosa e eu lia a poesia de um grande poeta na Biblioteca cá da terra e depois fui cortar o cabelo e continuou gloriosa a manhã porque tudo tinha começado duma ponta do Espaço Sempieterno e depois alongava-se no tempo e esmorecia para o almoço... era a glória do charrito que era uma intoxicação revestida de rock n´roll e estavam presentes as personalidades da terra- para quê porra que este balanço de prosa está muito saudosista e não pretende ser realista- TUDO ISTO ERA IRREAL

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Não consigo tirar isto daqui...

Sem inspiração...

Isto ainda não foi para a Internet, não sei como há-de ser. Tenha andado longe, um tanto perdido em mim mesmo, e com uma carga de subjectividade terríve.l- O ser humano é medonho, é humano e solidário, essas contradições todas. Abre-se-me a boca de espanto com esta macacada toda- ele há-o de todos os tipos e feitios... E estou a escrever mal, muito mal, estou sem inspiração, vou parar...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Eu não disse no "Blogue"?

Isto da Google e dos blogs e das contas e dos outros programas todos é uma enorme burocracia. Estou cansado e mal comecei com este blog. E é que depois não tenho quase ninguém que me ajude.

Mas que tudo isto é fantástico não hajam dúvidas. Tenho imenso para pensar e começo-me a rir como um tolo no sofá... Então Manél não consegues encontar este blogue? As tecnologias vieram com as burocracias.- E uma coisa eu reparo: isto nãoé uma espaço à maneira para se apôr poemas....

Não me quero lembrar de inúmeras imagens de pessoas que estão metidas aqui e acolá e que era para pensar- sim- sim isso dos sujeitos e das ideias... elas têm ideias e muitos poderes- querem o poder- que coisa feia- pronto- acabou o blog...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O blogue

O blogue presta-se a comentários soltos e fugidíos. Não tem o espaço e o formato de uma poema, mas os poemas são suficientemente livres e soltos para andarem para todo o lado. Conheci uma pessoa que é muito diferente das outras, mas todas as pessoas são diferentes umas das outras como
os poemas são diferentes de muitos pensamentos soltos. Será assim? Alguém me dizia que tudo isto tem a ver com problemas técnicos, e eu achei que um blogue podia ter problemas desses, até burocráticos. Problemas burocráticos da escrita entremeados com problemas do sujeito nas ideias. Como? Devia ser tudo livre esses pretensos fantasmas de poemas nos blogues. E o leit-motiv disto era só um problema burocrático de transferência de poemas... Os internautas, pelo menos ,percebem destas coisas de poemas-fantasmas e a tècnica toda burocrática... Porras!....


Élio César 27/8/2009

Poemas e escritos de èlio césar

Estou a afinar isto. Há-de ficar afinadinho...

Poemas e escritos de èlio césar

A todos os meus amigos que todo o mundo se possa tornar interessado no que aqui vai. São imensas as faces dos rostos que passam e ficam no nosso ideário - porque nunca passam! Fima no meu coração e fazem-me pensar, reflectir, sonhar. A minha intenção aqui é publicar os meus poemas e os meus pensamentos. Passa-se que eu sou um bocado intimista mas também gosto de filosofar o mundo, mas creio que, em mim, apoesia vem primeiro.- A todos e atodas- futuros e queridos leitores. Um abraço!