quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A TRAVESSIA DO DESERTO

Visto o fogo junto ao mar e o mar arrepela-se
Um vulcão de uma qualquer coisa a saltar e a ejectar-se como estrelas
Visto O cão a ladrar porque era outra coisa A sabedoria não domina
A ideologia
dos dinheiros mal parados Os milhões açambarcados às massas

Já não te percebo A tal frase fugiu para a outra margem de uma mente qualquer
Se percorrro toda esta extensão fico exausto Quantos vêm o poema que olha para o Nasdaq? Horror desta civilização horrívelmente capitalista Jã não te percebo
Escreves para dentro doutro poema longínquo Sem metáforas e sem semelhanças?

Tu e eu- desnudos no deserto...


Élio César 3o/12/2009

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