quarta-feira, 25 de novembro de 2009

PERTO DA FÁBULA

Na vizinhança e alhures era só animais. Das casas lunares saem os bichos em todas as direções. Mas havia janelas a uma luz compulsilva. Esta luz-estonteantemente veloz. Na vizinhança punham-se os trabalhadores ao sol depois do almoço. Assim como o macaco nunca perde de vista a árvore. Por onde andava a cobra que era a tentação de Eva e a gaivota por cima e junto ao mar. Nestes quintais os gatos caçam os pássaros pela tarde até o sol raiar. Mundo inóspito. Tempestades por onde circundam as criaturas,- animais amigos dos humanos. Eu ouço as vozes das mulheres na rua, as vozes agressivas das mulheres. A reflexologia do pardal em cima do muro, a apanhar a minhoca está perto da fábula, ou come ou é comido pelos gatos. A tribo dos homens mata e extirpa e disseca os animais, expondo as peles ao sol. De quem inventou o Verbo sobra sempre em papiros e textos, as palavras, os sinais e os símbolos dos Eos. Na vizinhança e alhures era só árvores, em Madagáscar lémures. Era assim - perdi-me na distância - perto da fábula. Era aqui.-

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