DESAPARECIDO
Não toco em nada
Nada me fere
Querem-os ver mortos
Inspirados ao contrário
Com borboletas na cabeça
E suspensos de um suspiro vago
Não toco em nada
Nada me fere
Nem abstracto é o sentido
Da aragem que a gaivota caga
Desaparecido.-
Elio césar 14/4/2O12
Para o Mael- Lino e Nal
sábado, 14 de abril de 2012
sábado, 24 de março de 2012
O SENHOR DO ESPAÇO
Interminável a procura no espaço
Do objecto cavo de som/ o sinal de uma multidão de signos que entendem
O Senhor do Espaço
É o Infinito gesto para dentro
De um astro curvo como a luz
Do vento
Matou o bicho com asas
Comeu para dentro doutra luz tonitroante
A saudade dessa memória falante
E o silêncio inenarrável
Desse instante
Élio Céar 24/3/2OO12
Interminável a procura no espaço
Do objecto cavo de som/ o sinal de uma multidão de signos que entendem
O Senhor do Espaço
É o Infinito gesto para dentro
De um astro curvo como a luz
Do vento
Matou o bicho com asas
Comeu para dentro doutra luz tonitroante
A saudade dessa memória falante
E o silêncio inenarrável
Desse instante
Élio Céar 24/3/2OO12
quinta-feira, 24 de junho de 2010
O LÍRIO NO VASO
Não há nada a fazer com a morte
Ela é absolutamente inútil e nada
Não há nada a fazer com esta gente
Que sobe e desce a estrada antiga
A Escada/ Solerte o vento lá fora
E eu aqui sobre o teu corpo
Com as minhas mãos nuas
O Lírio num vaso / Que se expõe
Com uma voz dilacerada e nua
Élio César 17/6/2010
Ela é absolutamente inútil e nada
Não há nada a fazer com esta gente
Que sobe e desce a estrada antiga
A Escada/ Solerte o vento lá fora
E eu aqui sobre o teu corpo
Com as minhas mãos nuas
O Lírio num vaso / Que se expõe
Com uma voz dilacerada e nua
Élio César 17/6/2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
ALGUMAS DAS IMAGENS
Estaria há muito tempo sem escrever- o que dizer/porque tudo é tão factual e não há disfarce possível. Preencher espaços e contar estórias que vêm como as marés vai de apetites para afinar o pensamento- deixa-te ir- era de noite e apanhamos uma grande bebedeira e depois eu disse-te que gostava de ser um místico o que é uma palermice porque isso vai contra todas as minhas concepções DO PENSAMENTO. Vai- para- detem-te e escreve toda a tua imaginação na orla da praia- de uma praia qualquer antes de chegares à cidade que é só loucura- talvez Nova Iorque
Vira então a página do signo e sinal da Linguística que ficou enterrada na estrutura e na psicanálise e começa a ler coisas sobre a Maria Gabriela mas ela era uma mística- Ah! Isto das palavras é muito traiçoeiro e pode ser factual não interessa tem o sinal e o símbolo--- Ah Gostava de pegar em todas as estruturas e analisá-las uma a uma com uma pinça e depois transformava o meu mundo pela ponta das imagens que vejo refulgir na minha memória--
Vira então a página do signo e sinal da Linguística que ficou enterrada na estrutura e na psicanálise e começa a ler coisas sobre a Maria Gabriela mas ela era uma mística- Ah! Isto das palavras é muito traiçoeiro e pode ser factual não interessa tem o sinal e o símbolo--- Ah Gostava de pegar em todas as estruturas e analisá-las uma a uma com uma pinça e depois transformava o meu mundo pela ponta das imagens que vejo refulgir na minha memória--
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
A TRAVESSIA DO DESERTO
Visto o fogo junto ao mar e o mar arrepela-se
Um vulcão de uma qualquer coisa a saltar e a ejectar-se como estrelas
Visto O cão a ladrar porque era outra coisa A sabedoria não domina
A ideologia
dos dinheiros mal parados Os milhões açambarcados às massas
Já não te percebo A tal frase fugiu para a outra margem de uma mente qualquer
Se percorrro toda esta extensão fico exausto Quantos vêm o poema que olha para o Nasdaq? Horror desta civilização horrívelmente capitalista Jã não te percebo
Escreves para dentro doutro poema longínquo Sem metáforas e sem semelhanças?
Tu e eu- desnudos no deserto...
Élio César 3o/12/2009
Um vulcão de uma qualquer coisa a saltar e a ejectar-se como estrelas
Visto O cão a ladrar porque era outra coisa A sabedoria não domina
A ideologia
dos dinheiros mal parados Os milhões açambarcados às massas
Já não te percebo A tal frase fugiu para a outra margem de uma mente qualquer
Se percorrro toda esta extensão fico exausto Quantos vêm o poema que olha para o Nasdaq? Horror desta civilização horrívelmente capitalista Jã não te percebo
Escreves para dentro doutro poema longínquo Sem metáforas e sem semelhanças?
Tu e eu- desnudos no deserto...
Élio César 3o/12/2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
PERTO DA FÁBULA
Na vizinhança e alhures era só animais. Das casas lunares saem os bichos em todas as direções. Mas havia janelas a uma luz compulsilva. Esta luz-estonteantemente veloz. Na vizinhança punham-se os trabalhadores ao sol depois do almoço. Assim como o macaco nunca perde de vista a árvore. Por onde andava a cobra que era a tentação de Eva e a gaivota por cima e junto ao mar. Nestes quintais os gatos caçam os pássaros pela tarde até o sol raiar. Mundo inóspito. Tempestades por onde circundam as criaturas,- animais amigos dos humanos. Eu ouço as vozes das mulheres na rua, as vozes agressivas das mulheres. A reflexologia do pardal em cima do muro, a apanhar a minhoca está perto da fábula, ou come ou é comido pelos gatos. A tribo dos homens mata e extirpa e disseca os animais, expondo as peles ao sol. De quem inventou o Verbo sobra sempre em papiros e textos, as palavras, os sinais e os símbolos dos Eos. Na vizinhança e alhures era só árvores, em Madagáscar lémures. Era assim - perdi-me na distância - perto da fábula. Era aqui.-
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