Estaria há muito tempo sem escrever- o que dizer/porque tudo é tão factual e não há disfarce possível. Preencher espaços e contar estórias que vêm como as marés vai de apetites para afinar o pensamento- deixa-te ir- era de noite e apanhamos uma grande bebedeira e depois eu disse-te que gostava de ser um místico o que é uma palermice porque isso vai contra todas as minhas concepções DO PENSAMENTO. Vai- para- detem-te e escreve toda a tua imaginação na orla da praia- de uma praia qualquer antes de chegares à cidade que é só loucura- talvez Nova Iorque
Vira então a página do signo e sinal da Linguística que ficou enterrada na estrutura e na psicanálise e começa a ler coisas sobre a Maria Gabriela mas ela era uma mística- Ah! Isto das palavras é muito traiçoeiro e pode ser factual não interessa tem o sinal e o símbolo--- Ah Gostava de pegar em todas as estruturas e analisá-las uma a uma com uma pinça e depois transformava o meu mundo pela ponta das imagens que vejo refulgir na minha memória--
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
A TRAVESSIA DO DESERTO
Visto o fogo junto ao mar e o mar arrepela-se
Um vulcão de uma qualquer coisa a saltar e a ejectar-se como estrelas
Visto O cão a ladrar porque era outra coisa A sabedoria não domina
A ideologia
dos dinheiros mal parados Os milhões açambarcados às massas
Já não te percebo A tal frase fugiu para a outra margem de uma mente qualquer
Se percorrro toda esta extensão fico exausto Quantos vêm o poema que olha para o Nasdaq? Horror desta civilização horrívelmente capitalista Jã não te percebo
Escreves para dentro doutro poema longínquo Sem metáforas e sem semelhanças?
Tu e eu- desnudos no deserto...
Élio César 3o/12/2009
Um vulcão de uma qualquer coisa a saltar e a ejectar-se como estrelas
Visto O cão a ladrar porque era outra coisa A sabedoria não domina
A ideologia
dos dinheiros mal parados Os milhões açambarcados às massas
Já não te percebo A tal frase fugiu para a outra margem de uma mente qualquer
Se percorrro toda esta extensão fico exausto Quantos vêm o poema que olha para o Nasdaq? Horror desta civilização horrívelmente capitalista Jã não te percebo
Escreves para dentro doutro poema longínquo Sem metáforas e sem semelhanças?
Tu e eu- desnudos no deserto...
Élio César 3o/12/2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
PERTO DA FÁBULA
Na vizinhança e alhures era só animais. Das casas lunares saem os bichos em todas as direções. Mas havia janelas a uma luz compulsilva. Esta luz-estonteantemente veloz. Na vizinhança punham-se os trabalhadores ao sol depois do almoço. Assim como o macaco nunca perde de vista a árvore. Por onde andava a cobra que era a tentação de Eva e a gaivota por cima e junto ao mar. Nestes quintais os gatos caçam os pássaros pela tarde até o sol raiar. Mundo inóspito. Tempestades por onde circundam as criaturas,- animais amigos dos humanos. Eu ouço as vozes das mulheres na rua, as vozes agressivas das mulheres. A reflexologia do pardal em cima do muro, a apanhar a minhoca está perto da fábula, ou come ou é comido pelos gatos. A tribo dos homens mata e extirpa e disseca os animais, expondo as peles ao sol. De quem inventou o Verbo sobra sempre em papiros e textos, as palavras, os sinais e os símbolos dos Eos. Na vizinhança e alhures era só árvores, em Madagáscar lémures. Era assim - perdi-me na distância - perto da fábula. Era aqui.-
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
O QUE SE PASSA AQUI ENTRE MIL PAREDES
Não tinha tempo de repente/O espaço dentro de si/Era imenso - Afastou-se/Respirou-se como se houvesse uma abóboda branca/mais à frente - A onda imensa estava suspensa- O que se passa aqui entre mil paredes/encastoado nos quadros silentes e risonhos/ É uma turbamulta que há-de almejar o silêncio ou que o inventa.-
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
A SUBLIMAÇÃO DA NATUREZA
Do homem primitivo disse qualquer coisa no meu texto " A Combustão da Natureza ", mas ele há sempre muito mais para dizer.
Vão-me desculpar por ir buscar fontes de texto à Internet mas a Internet como todos sabem, é hoje um manancial enciclopédico. O Homem sempre sublimou a Natureza, logo, sublimou-se a si-próprio; - Na serra da Aboboreira, serra que comporta Baião, Marco de Canaveses e Amarante há umas mamoas ou antas onde o primitivo ibérico gravava as imagens dos seus animais com o sangue dos mesmos. São as chamadas "insculturas radiantes ou estiliformes". E isto foi há 2000 ou 5000 anos ou o que nós sabemos ao certo é que não há certezas sobre o assunto. Isto é caso para dizer que o primata, homem da idade de ferro e da idade do bronze era um artista na arte da gravação. Antropóide e primata era o tema do texto" A combustão da Natureza " e o primata é um artista na serra da Aboboreira ou nas grutas de Lascaux pois todo o seu movimento anímico e físico está sempre orientado no sentido de imitar o que o rodeia,- das necessidades físicas à contemplação recreativa.- Eu hoje sei que a maior parte das estrelas visíveis estão a uma distância de 250 anos-luz, o que dá uma conta numérica muito jeitosa e a maior sublimação transcendental. O Homem Primitivo sublimava os animais e os animais sacrificados à sua arte faziam parte de um rito. As mamoas e as antas eram restritos cemitérios onde se celebravam ritos funerários. O primata descobriu o fogo e tudo sublima ou sublimou,- tudo sublima porque da natureza partiu e à natureza regressa! Sublimado!
Vão-me desculpar por ir buscar fontes de texto à Internet mas a Internet como todos sabem, é hoje um manancial enciclopédico. O Homem sempre sublimou a Natureza, logo, sublimou-se a si-próprio; - Na serra da Aboboreira, serra que comporta Baião, Marco de Canaveses e Amarante há umas mamoas ou antas onde o primitivo ibérico gravava as imagens dos seus animais com o sangue dos mesmos. São as chamadas "insculturas radiantes ou estiliformes". E isto foi há 2000 ou 5000 anos ou o que nós sabemos ao certo é que não há certezas sobre o assunto. Isto é caso para dizer que o primata, homem da idade de ferro e da idade do bronze era um artista na arte da gravação. Antropóide e primata era o tema do texto" A combustão da Natureza " e o primata é um artista na serra da Aboboreira ou nas grutas de Lascaux pois todo o seu movimento anímico e físico está sempre orientado no sentido de imitar o que o rodeia,- das necessidades físicas à contemplação recreativa.- Eu hoje sei que a maior parte das estrelas visíveis estão a uma distância de 250 anos-luz, o que dá uma conta numérica muito jeitosa e a maior sublimação transcendental. O Homem Primitivo sublimava os animais e os animais sacrificados à sua arte faziam parte de um rito. As mamoas e as antas eram restritos cemitérios onde se celebravam ritos funerários. O primata descobriu o fogo e tudo sublima ou sublimou,- tudo sublima porque da natureza partiu e à natureza regressa! Sublimado!
sábado, 7 de novembro de 2009
A COMBUSTÃO DA NATUREZA
Os animais entre as flores- entre os carros e as naves espaciais... Porque. Donde vimos?
E somos assim do desejo este milagre da Natureza. De guerras colossais ao silêncio- remontando a signos e símbolos- armas e despojos de guerra. Mas quem começou?Que primata começou a afiar as pedras e as lanças-- até às armas mais sofisticadas fica um beco sem saída de lutas e guerras siderais. O primata pinta a caverna de Lascaux, porque por todo o planeta, há primatas que deixaram nas paredes das cavernas magníficas pinturas que imitam a Natureza morta.
Não só a de Lascaux mas por muitas cavernas do Paleolítico. Os animais vêem as estrelas- colossais/ sígnos de combustão atómica e emocionam-se e criam a alma que é tão só os desenvolvimentos das acções e emoções destes primatas fabulosos que torneiam a pedra, cultivam a terra e criam o gado. Os animais entre as flores, a combustão atómica das estrelas e as naves espaciais são a combustão da Natureza.-
E somos assim do desejo este milagre da Natureza. De guerras colossais ao silêncio- remontando a signos e símbolos- armas e despojos de guerra. Mas quem começou?Que primata começou a afiar as pedras e as lanças-- até às armas mais sofisticadas fica um beco sem saída de lutas e guerras siderais. O primata pinta a caverna de Lascaux, porque por todo o planeta, há primatas que deixaram nas paredes das cavernas magníficas pinturas que imitam a Natureza morta.
Não só a de Lascaux mas por muitas cavernas do Paleolítico. Os animais vêem as estrelas- colossais/ sígnos de combustão atómica e emocionam-se e criam a alma que é tão só os desenvolvimentos das acções e emoções destes primatas fabulosos que torneiam a pedra, cultivam a terra e criam o gado. Os animais entre as flores, a combustão atómica das estrelas e as naves espaciais são a combustão da Natureza.-
sábado, 24 de outubro de 2009
De Rerum Natura
De Rerum natura-da natureza das coisas.- Sempre que penso na Lógica Transcendental começo a virar as coisasNão muitas coisas - Que da extensão era preciso estar sempre vivo! E a pensar a cor da nuvem/No esforço do outro lado da memória. Estende-se ao comprido e pronto- da metafísica se não diz a última verdade mas o sonho que parece é outra maneira de pensar- acordado e ao mesmo o que se é : um feto que cresceu na barriga da mãe e se desenvolveu. Interminável o Universo e a ausência dele! Tudo é possível na natureza das coisas. A natureza da célula é passível de se encontar noutras partes do Todo; a molécula, o átomo imerso externo na plenitude do vazio.
Se eu vou para um lado - da minha espécie vem o mesmo das vielas e as máquinas no planeta- mas que pensar do se passa a biliões de anos-luz? Na Lógica Transcental- a Natureza das coisas forma-se em conjuntos de indivíduos- que evoluem e se extinguem... Que vai ser de nós? De Rerum Natura é horripilante- sem sentido e animalesco... Fica-nos a Lógica Transcendental, o que nos fica do espaço branco.-
M.P.Barbosa 24/10/2009
Se eu vou para um lado - da minha espécie vem o mesmo das vielas e as máquinas no planeta- mas que pensar do se passa a biliões de anos-luz? Na Lógica Transcental- a Natureza das coisas forma-se em conjuntos de indivíduos- que evoluem e se extinguem... Que vai ser de nós? De Rerum Natura é horripilante- sem sentido e animalesco... Fica-nos a Lógica Transcendental, o que nos fica do espaço branco.-
M.P.Barbosa 24/10/2009
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